Quanto mais, menos.

06/09/2011 às 10:53 | Publicado em Propagandísticos | 2 Comentários

A cada dia um novo exemplo que expõe uma constatação: nos dias de hoje, quanto mais, menos. Estou falando sobre relações pessoais.

Internet é uma beleza, não? Tem Google, tem Twitter, tem Facebook, tem MSN, tem tudo. Sem falar em tablets, smartphones e todas as tecnologias disponíveis. Tudo mundo acha o que quer, responde rápido, envia rápido, etc. Viva a inclusão digital e as redes sociais! Será mesmo?

Na minha opinião tudo isso na verdade cria uma grande máscara que disfarça a incompetência e a falta de naturalidade das pessoas. Sabem aquele ditado “Diga-me com quem andas e te direi quem és”? Pois é. Tá na hora de trocá-lo por “Fique sem internet e te direi quem és”.

Experimente submeter as pessoas a um dia sem internet e você irá conhecê-las de verdade. Elas se ingessam, ficam sem saber o que fazer, perdem o rumo, argumentam que não tem nada pra fazer, tornam-se chucras. É interessante e lamentável notar. Hoje ninguém te dá bom dia olhando pra você ou ligando pra você. Te twitta um bom dia, ou te torpeda um bom dia, ou te facebooka um bom dia. Isso quando há a sorte de te darem bom dia… Nem vou entrar em outros detalhes que exigem mais da capacidade e coragem das pessoas. Tudo isso faz com que as coisas aconteçam mais rápidas do que deveriam sem que haja tempo suficiente para as raízes ficarem firmes. A consequência? Fim prematuro.

As pessoas na verdade tem dificuldade de olhar em seus olhos, até mesmo quando estão conversando com você, pois geralmente estão fuçando nos benditos smartphones.

Trabalho como Gerente de Projetos e em minha profissão é fundamental ter acesso a internet e novas tecnologias. Durante o expediente estou conectado o tempo todo e graças a internet eu estou empregado, e muito bem empregado, diga-se de passagem. Graças a internet posso resolver problemas muito mais rapidamente, além de poder ter meu “espaço virtual”, como é o caso deste blog. Mas nem por isso deixo de lado minha real personalidade, que foi formada muito antes da internet tomar conta de tudo, ou melhor, quase tudo. Nem por isso vivo apenas em função da internet e tudo que a envolve. Nem com tantos recursos eu deixo que estes “habitos modernos” interfiram em minha forma de ser, inclusive até hoje eu nunca tive um tablet e iphone. Enquanto eu puder evitá-los farei, embora saiba que em determinado momento, pra minha evolução profissional, terei que me render.

Mas será que a personalidade está diretamente atrelada a velocidade/acesso a internet?

Eu sei é que este tema aqui dá muito pano pra manga e é possível dissertar e debater longamente sobre ele.

😉

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2 Comentários »

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  1. Very nice man!

    Concordo com o que disse, porém noto em minha própria realidade e dia a dia, a presença marcante do smartphone e das redes sociais. Seria bem melhor se o contato pessoal fosse tão corriqueiro e permanente quanto nas redes socias.

    Abraço!

    Rafa

  2. Ta ai…concordo…como já dizia o saudoso DIO em 1993:
    “Computerize god – it’s the new religion
    Program the brain – not the heartbeat”


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