Briefing: Um amigo irritante!

01/10/2009 às 17:19 | Publicado em Propagandísticos | Deixe um comentário

O que deveria ser um agente facilitador muitas vezes torna-se um agente complicador por conta de incompetências específicas. E o que significa a palavra “Briefing”? Partindo de sua etimologia, trata-se de um processo que provém de “Brief”, que significa documento.

O briefing é importante não apenas em propaganda, mas é realizado em outras áreas bem distintas. Em automobilismo, por exemplo, existe a famosa “sala de briefing” que costuma reunir todos os pilotos, fiscais e comissários de prova para que os detalhes sejam definidos e combinados em comum acordo antes da realização de qualquer GP. Dessa maneira as orientações e procedimentos serão sempre conhecidos por todos, justamente para que haja pleno entendimento entre as partes envolvidas.

Em propaganda o objetivo e o funcionamento são os mesmos, ou melhor, deveriam ser.

Acontece que infelizmente em muitas empresas existem profissionais atuando no departamento de marketing que desconhecem qualquer modelo de briefing ou julgam desnecessária “esta coisa”. As vezes sequer sabem o que é marketing, praganda, comunicação, etc. É triste. Eu poderia citar aqui uma gama de modelos de briefing que existem por aí, passando por Kloter, Marins ou Nizan Guanaes, mas infelizmente na prática não ajudaria da melhor maneira justamente por conta dos motivos que já mencionei.

Eu, como profissional de Atendimento que sou, devo instruir e facilitar ao máximo a vida dos clientes para que me ajudem a entender melhor o que eles precisam, ou até pra eu tentar descobrir o que eles precisam. Dessa forma certamente a melhor solução para determinada necessidade será identificada. Sendo assim, prefiro seguir um roteiro mais simples que envolva perguntas do tipo: pra quem você quer falar? quem irá comprar? quem irá instalar? em qual momento será usado? onde? porquê? pra que? em que? quais as virtudes? quais os problemas? quem são os rivais mais fortes? etc… Adotei esta tática porque enfrento situações assim quase que diariamente.

Há também o outro lado da história que ainda não mencionei: os meus aliados na agência que irão me ajudar com “a mão na massa” e bolar a solução a ser “vendida” (por mim) ao cliente. Se o briefing não me ajudar a identificar todas estas respostas, na hora de conversar com o pessoal da criação, por exemplo, terei problemas. E muitos!

Resumindo, o briefing deveria ser meu melhor amigo porque se fosse rigorosamente seguido resolveria a vida de todo mundo, incluindo a do cliente e a minha. Mas nem sempre ele é assim.

De qualquer forma certamente este tema tem muito mais a ser abordado e discutido por aqui e com toda certeza voltarei a ele em futuros posts. É preciso!

Até mesmo pra ajudar a educar melhor aqueles que ainda não aceitam, não compreendem ou não gostam de um sujeito chamado “Briefing”. No final das contas, com muita insistência, um dia ficará evidente a importância e a necessidade de se ter um bom briefing. Isso depende também da capacidade de quem orienta e estrutura o briefing, ou seja, nós Atendimentos. Aos poucos os melhores modelos poderão ser consultados e aplicados e todo mundo será feliz para sempre!  😉

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