Opinião: Ninguém é insubstituível. Nem você nem aquele a quem você vai substituir.

13/09/2009 às 23:18 | Publicado em Propagandísticos | 7 Comentários

Existe alguém insubstituível? Você é insubstituível em seu trabalho? Pois é. Aí está uma grande questão que podemos considerar um mito.

Se você é um profissional que se dedica ao trabalho com intensidade, que é extremamente exigente em relação a si próprio, que busca o melhor resultado, que se envolve em todas as etapas, que se dá bem com todos os companheiros de trabalho e que tem seus méritos reconhecidos pelos colegas e principalmente pelos superiores, certamente você deve ter pensado: “O dia que eu sair desta empresa a coisa vai complicar pra quem fica! Dificilmente vão conseguir segurar a bronca!”

Mas será que na prática funciona assim mesmo? Será que você é tão fundamental assim? E será que a empresa é assim tão frágil e dependente de um ótimo profissional?

A meu ver, um profissional com estas características é importante em qualquer lugar e certamente fará falta no dia que sair, mas isso não quer dizer que ele seja insubstituível. Nem mesmo gerentes, supervisores, diretores e presidentes são insubstituíveis. O que pode ser considerado, fundamental e insubstituível é o estilo e a conduta de um belo profissional. Isso sim pode fazer a diferença na hora do “vâmo ver” em situações cotidianas.

O estilo é quem dá o brilho pra coisa, que agrega mais valor a campanha, que vende melhor e mais caro, que fortalece o relacionamento com o cliente a ponto de transformar o comercial em pessoal, que dá mais segurança e respaldo a quem contrata, seja lá qual for o tipo de serviço. Tenho este ponto de vista não porque supostamente me encaixo a este perfil ou porque mudei de emprego e analisei a situação da antiga empresa, nada disso. Penso assim pelas experiências que vivi, seja vendo a mudança de cenário empresarial ou após a saída ou chegada de colegas de trabalho, seja lendo histórias ou ouvindo relatos. Vejam só:

– Uma agência de propaganda bem conceituada não irá perder seus principais anunciantes porque o diretor de arte foi para o concorrente, mas talvez não mais irá elaborar tantas campanhas geniais

– Um programa de TV de sucesso não está fadado ao fracasso apenas porque seu tradicional apresentador mudou de emissora, mas talvez não conseguirá manter a mesma audiência com tanta frequência

– Uma equipe de F1 não irá falir simplesmente porque seu piloto supercampeão se aposentou, mas talvez não vencerá tantos GPs numa mesma temporada quanto antes

– Um restaurante classe A não irá perder toda sua clientela só porque o chefe de cozinha foi transferido para outro estado, mas o sabor da comida pode ter uma variação além do normal de um dia para o outro

Em suma, esta questão de “insubstituível” está muito mais ligada a estilo do que simplesmente a função. Grandes empresas guiadas por grandes dirigentes têm isso em mente e é por este motivo que existem profissionais muito bem pagos por aí. A consequência? Maior solidez empresarial como um todo e maior sucesso frente aos demais.  😉

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7 Comentários »

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  1. São raras as excessões… Eu acho que posso citar um, Pelé, por melhor que o jogador seja, nunca será um Pelé.
    Abs!

  2. Em determinados momentos, essa troca pode até ser melhor do que se imaginaria. Você citou um exemplo de programa de tv e veio em minha mente um caso recente, onde houve a troca de apresentadores e que o resultado foi mais positivo com o novo do que com o “antigo” apresentador.
    Concordo com o outro comentário, são raras as excessões. E não só o Pelé (exemplo citado), mas também Ayrton Senna, Silvio Santos, entre alguns outros.

    Bjs!

  3. Fala Andre!

    Muito bacana esse outro blog, achei a ideia sensacional!
    Sobre o tema que vc abordou, quero dizer que concordo plenamente com seus comentarios e penso da mesma forma. Acredito que cada um eh unico e insubstituivel mas como ser humano somente (assim como tudo no universo), porem, qualquer funcao ou atividade que um ser humano eh capaz de realizar qualquer outro tambem sera, independente dos resultados. O certo eh que qualquer um pode alcancar um nivel de excelencia e profissionalismo em seu trabalho, seja ele qual for.

    Grande abs!

  4. Por melhor que eu seja, gosto de me revestir de humildade. E por mais que eu me destaque pelo talento e excelência não convém ter esse tipo de vaidade. Muitas vezes o nosso trabalho advém mais de transpiração em detrimento da inspiração. Por isso, nada resiste ao trabalho. Individualidade é absolutamente insubstituível. Competência não. Sinceramente só conheço uma legítima exceção, que, aliás, nunca esteve atrelada a qualquer ambiente corporativo. Mas apesar disso é um exemplo também nesse âmbito empresarial. Seu Nome? JESUS. E por que seria Ele um exemplo? Eis alguns aspectos :
    foi submisso, mesmo a lideranças fracas/tiranas – agiu sempre com humildade, mesmo sendo traído/perseguido – tinha propósito claro e bem estabelecido, mesmo sendo tentado – jamais cometeu dolo algum, mesmo tendo motivos – sua confiança não estava em si mesmo, mas em Deus. Sugestões de leitura : Novo testamento / os quatro evangelhos – O Monge E O executivo. Abraços!

  5. Como já dizia minha avó:
    “lave bem atrás da orelha!”

    OPS! Não é isso!
    Ela dizia:
    “você pode trocar as panelas, mas a comida fica com o mesmo sabor!”

  6. Adorei o Blog, Dé!

    beijos!

  7. Aeee André! Antes tarde do que nunca 😉
    Esse tema que vc escolheu é bem interessante, na realidade eu convivo com isso diariamente.
    Existem pessoas que se acham sim insubsituíveis e se vc não analisar muito bem, você até pode pensar “Se essa pessoa for embora, a empresa dança”. Minha opinião, pelo que eu já presenciei:
    Se essa pessoa for embora, a empresa vai capengar, vai sofrer, mas uma hora vai achar de novo alguém tão bom qto ela. Pode não ter o mesmo estilo, mas um dia a nova pessoa vai se tornar tão a cara da empresa quanto a outra e pronto: tornou-se “insubstituível” também.
    Excesso de confiança é a pior postura que se pode tomar diante de tudo, e especialmente quando se trata de trabalho, pois você é bom, mas existem milhares de pessoas boas por aí. Quem se acha insubstituível vive na zona de conforto… E a zona de conforto pode ser bem perigosa de vez em quando.
    Estilo é insubstituível, competência não é. Aliás, quem disse que o novo funcionário não pode ser ainda mais brilhante que o antigo?


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