Criatividade, eis a questão.

24/09/2009 às 18:43 | Publicado em Propagandísticos | 3 Comentários

Diga-me se publicidade fazes e te direi se criativo és…

É inegável. Publicitário tem sim a fama de ser criativo, entre outras coisas mais. Falo isso de própria pele…

Mas eu acho que a criatividade deve estar atrelada a todo e qualquer indivíduo, e não apenas a nós publicitários. Até mesmo um entregador de jornais, profissão que parece completamente monótona e rotineira, deve ser criativo pra cumprir bem o seu papel (bem, na verdade é o nosso papel: o jornal, no caso…   piadinhaaa!).

Mas do meu ponto de vista a criatividade é algo muito relativo, tanto quanto a beleza. Vamos a um exemplo. A primeira frase que eu recriei e escrevi logo no começo deste post pareceu criativa pra você? Certamente obterei vários tipos de respostas aqui como: “Nossa, foi ridícula!”, ou ainda: “Legalzinha, mas nada demais…” e, com muito otimismo: “Hahahahahaha!!! Essa foi a melhor da semana!!”.

Geralmente a criatividade está ligada a adequação, mas nem sempre. Muitas vezes um bom título só poderá ter grande efeito e ser considerado criativo se estiver alinhado á situação em que estão, ou ainda a um layout que o complemente.

Mas acho que pra se chegar a criatividade é preciso passar pela produtividade. Isso se constata facilmente num brainstorm (bom, a esta altura do blog todo mundo aqui já sabe o significado de brainstorm, né?). E como fazer pra passar pela produtividade e alcançar a criatividade? No meu caso as seguintes coisas costumam ajudar:

– Conversar com todos e sobre tudo;
– Observar comportamentos e saber ouvir;
– Ter bom relacionamento com todos os tipos de pessoas;
– Ter personalidade e opinião própria;
– Dar muita risada e tirar sarro de tudo e de todos, inclusive de si mesmo;
– Não deixar de observar e “cultivar” coisas que não gosta;
– Ler sobre assuntos diversos em linguagens bem distintas e em idiomas diferentes, se possível;
– Escrever bastante, seja lá o que for, ajuda muito a flexionar o raciocínio e atingir mais velocidade;

Viu só como não precisa ser publicitário? Ah, vou mudar de profissão então…  😉

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Falou a voz da experiência.

18/09/2009 às 18:40 | Publicado em Propagandísticos | 4 Comentários

Todo mundo que inicia ou quer iniciar sua carreira barra nessa palavra aparentemente inoportuna: experiência.

Lembro que comigo no início foi assim. Pra eu poder conseguir meu primeiro emprego como estagiário em propaganda não bastava ser formado, falar inglês, ter disponibilidade de viagens, período integral, boa família, etc. Muitas vezes, após tentativas fracassadas, eu ouvia: “precisamos de um profissional que tenha experiência na área”. Mas como eu iria conseguir a bendita experiência se não me davam a chance do primeiro emprego? Era uma situação extremamente contraditória!

A partir de então, logo que eu consegui meu primeiro emprego, objetivei saber o que era a tal experiência, porque ela era tão importante e principalmente em quanto tempo ela viria. Hoje muita coisa mudou. Bons anos se passaram desde meu início e vejo a experiência com outros olhos e de outra forma. Mas descobri que a experiência também é algo relativo. Vejam só:

Quem é mais experiente?
– Um goleiro com 16 anos de carreira atuando pelo mesmo clube ou um centroavante com 8 anos de experiência que já jogou em 4 países diferentes?
– Um locutor esportivo que narra jogos de futebol pelo rádio há 40 anos ou um narrador de TV com 30 anos de experiência apresentando jogos de futebol, volei, basquete e corridas de F1?

Em meu ponto de vista os anos de carreira não determinam o grau de experiência de um profissional, mas sim o aproveitamento deste tempo e a máxima variação de desafios encarados. Traduzindo isso para o mundo da propaganda, considero ser mais experiente um planner com 10 anos de carreira bolando ações pra fabricantes de perfume, empreiteiras e redes de fast food do que um planner com 20 anos de experiência estruturando ações para uma rede nacional de hipermercados. Sacou? Por favor, expressem seus pontos de vista! 😉

Opinião: Ninguém é insubstituível. Nem você nem aquele a quem você vai substituir.

13/09/2009 às 23:18 | Publicado em Propagandísticos | 7 Comentários

Existe alguém insubstituível? Você é insubstituível em seu trabalho? Pois é. Aí está uma grande questão que podemos considerar um mito.

Se você é um profissional que se dedica ao trabalho com intensidade, que é extremamente exigente em relação a si próprio, que busca o melhor resultado, que se envolve em todas as etapas, que se dá bem com todos os companheiros de trabalho e que tem seus méritos reconhecidos pelos colegas e principalmente pelos superiores, certamente você deve ter pensado: “O dia que eu sair desta empresa a coisa vai complicar pra quem fica! Dificilmente vão conseguir segurar a bronca!”

Mas será que na prática funciona assim mesmo? Será que você é tão fundamental assim? E será que a empresa é assim tão frágil e dependente de um ótimo profissional?

A meu ver, um profissional com estas características é importante em qualquer lugar e certamente fará falta no dia que sair, mas isso não quer dizer que ele seja insubstituível. Nem mesmo gerentes, supervisores, diretores e presidentes são insubstituíveis. O que pode ser considerado, fundamental e insubstituível é o estilo e a conduta de um belo profissional. Isso sim pode fazer a diferença na hora do “vâmo ver” em situações cotidianas.

O estilo é quem dá o brilho pra coisa, que agrega mais valor a campanha, que vende melhor e mais caro, que fortalece o relacionamento com o cliente a ponto de transformar o comercial em pessoal, que dá mais segurança e respaldo a quem contrata, seja lá qual for o tipo de serviço. Tenho este ponto de vista não porque supostamente me encaixo a este perfil ou porque mudei de emprego e analisei a situação da antiga empresa, nada disso. Penso assim pelas experiências que vivi, seja vendo a mudança de cenário empresarial ou após a saída ou chegada de colegas de trabalho, seja lendo histórias ou ouvindo relatos. Vejam só:

– Uma agência de propaganda bem conceituada não irá perder seus principais anunciantes porque o diretor de arte foi para o concorrente, mas talvez não mais irá elaborar tantas campanhas geniais

– Um programa de TV de sucesso não está fadado ao fracasso apenas porque seu tradicional apresentador mudou de emissora, mas talvez não conseguirá manter a mesma audiência com tanta frequência

– Uma equipe de F1 não irá falir simplesmente porque seu piloto supercampeão se aposentou, mas talvez não vencerá tantos GPs numa mesma temporada quanto antes

– Um restaurante classe A não irá perder toda sua clientela só porque o chefe de cozinha foi transferido para outro estado, mas o sabor da comida pode ter uma variação além do normal de um dia para o outro

Em suma, esta questão de “insubstituível” está muito mais ligada a estilo do que simplesmente a função. Grandes empresas guiadas por grandes dirigentes têm isso em mente e é por este motivo que existem profissionais muito bem pagos por aí. A consequência? Maior solidez empresarial como um todo e maior sucesso frente aos demais.  😉

Sejam muito bem vindos!

08/09/2009 às 00:28 | Publicado em Propagandísticos | 5 Comentários

Olá, pessoal!

É com muito prazer que escrevo aqui em mais um humilde porém muito querido blog meu. Diferentemente do blog HAT TRICK (http://andrevhmansano.wordpress.com) onde falo sobre automobilismo, a idéia do HORA DO BRAINSTORM é contar histórias, trocar idéias, comentar situações e compartilhar coisas interessantes, sempre do ponto de vista publicitário ou propagandístico. Antes de mais nada, para meus amigos visitantes que não são publicitários e talvez não saibam o que quer dizer o termo “BRAINSTORM”, vou tentar definir resumidamente:

O termo “Brainstorm” em português significa “Tempestade de idéias” e é um processo usado entre os profissionais de propaganda para desenvolvimento de conceitos de campanha e geração de grandes idéias. Geralmente a forma e a situação em que o brainstorm acontece variam muito de acordo com o perfil dos publicitários e das agências/produtoras, mas o conceito é sempre o mesmo: reunir caras de diferentes áreas como atendimento, planejamento, criação e mídia, botar a cabeça pra funcionar e despejar sugestões e idéias, sejam elas boas ou não, em prol do cliente. Geralmente o brainstorm tem duração de algumas horas e não deve se estender tanto.

Mas uma coisa bacana é que, se observarmos criteriosamente, todo mundo faz brainstorm em diversas situações, mesmo não sendo publicitário. A decoração de um ambiente geralmente é decidida após muitas sugestões e discussões entre os proprietários e os fornecedores até que se chegue ao melhor resultado; uma viagem de férias pelo mundo também requer análise e reflexão entre os viajantes e a agência de viagem até que seja definido o roteiro mais fascinante…    e por aí vamos.    😉

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